Reminiscências do Led

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Location: Blumenau, Santa Catarina, Brazil

Estou tentando descobrir até agora... por enquanto, a única coisa que sei é que tenho duas paixóes: em primeiro lugar, a Rose, e em segundo, a música...

Wednesday, April 01, 2009

óinóisaquitraveiz

Para que diabos resolvi começar com este blog se não escrevo nada nele? Palmas para o pessoal do blogger, que se dispõe a liberar espaço para mim. E até agora não entendi o por quê de estar escrevendo por aqui.
Pois bem, digamos que eu tenha tido um ano um tanto quanto complicado. Da última vez em que escrevi por aqui eu ainda trabalhava na Netuno, e depois disso tanta coisa aconteceu... recordemos, pois.
Antes, porém, eis a trilha sonora do momento:

Sei que a qualidade da digitalização não é grande coisa, mas dá pra identificar o RTF, né? Pois bem, estou muito bem acompanhado nesta quarta feira, dia 1º de Abril pela super banda do Chick Corea, o Return to Forever. Tiro o chapéu para esse pessoal.
Ando, meio desligado das coisas ultimamente. Será que os 44 anos estão pesando, ou será apenas preguiça por não estar fazendo absolutamente nada de útil que não seja ouvir música e ler? Aliás, que passatempo magnífico. Eu falei do cinema? Ah, tá... Então, coloco o cinema, e sua versão caseira, os Telecines e HBOs da vida. Aliás, ontem religuei a SKY. E confesso que estava com saudades porque dá para verificar que existe vida inteligente na TV, e não sei como aguentei por quase um mês só com canais da tv aberta. Ninguém merece tanta estupidez, ignorância, falta de assunto, etc. No final das contas, devo voltar a pagar a mensalidade.
Saí da sala de aula, e confesso que tenho saudades de alguns momentos em que vivi lá. Tirando alguns detalhes, desagradáveis, por sinal, e que nem gosto de lembrar, a garotada era gente boa, meio bagunceiros, talvez, mas jamais desrespeitosos. Com uma exceção, mas deixa para lá.
E começo sexta feira, dia 3 de abril, em uma nova fase de minha vida, vida de funcionário público. O que irei fazer lá é uma incógnita, mas tudo bem. Pelo menos terei estabilidade, e nesta altura do campeonato é o que importa.
Joe Farrel, Chick Corea, Stanley Clarke... la putcha madre... que tesão de som. Creio que se eu tivesse desenvolvido meu lado musical, se tivese vencido a preguiça, poderia estar fazendo um som como esse que o Chick Corea fazia com essa galera do RTF. Tudo bem que nessa fase não temos mais o Al di Meola, ou até mesmo o Lenny White, mas tudo bem. É muito bom, mesmo assim.
Planos para hoje? Nenhum. Depois do almoço pretendo sentar na frente da TV e assistir a qualquer bobagem que esteja passando nos Telecines, ou sei lá onde mais.
Acabei de ler a série das "Crônicas Saxônicas", do Bernard Cornwell e confesso que fiquei meio decepcionado, pois a história não acaba. E o pior é que nem no site do próprio autor existe algum comentário de que um outro volume esteja sendo preparado. Lamentável. O que ne atrai nesses épicos dele são a riqueza dos detalhes, ele prende o leitor de tal forma, que não conseguimos soltar o livro antes do ponto final. O Livro 4, por exemplo, li em menos de 3 dias. Fazia muito tempo que eu não conseguia impor um ritmo tão forte para a leitura. Agora que venham os livros do Bauman, geniais em sua concepção e originalidade. Sua abordagem é fascinante, e além disso, nos mostra o lado podre desta sociedade consumista em que vivemos.
Acabou o download da Hammerklavier com a Mitsuko Uchida. Estou curioso para ouvir, pois ouvi e li bons comentários. A Uchida sempre foi uma excepcional intérprete, e creio que não vou me decepcionar.

Monday, January 07, 2008

Ano Novo

Volto ao blog um mês após escrever aqui pela última vez. O ano mudou, estamos em 2008, e em pouco menos de dois meses estarei completando 43 anos. A vida passa, o tempo voa.
Blumenau é uma cidade interessante, aos poucos estou pegando suas principais características. A questão do final do ano é algo quase religioso. O ato de ir para a praia nessa época já faz parte da rotina das famíias. A padaria fechada por 15 dias também. Nunca tinha visto isso. Trata-se da única época do ano em que o blumenauense, ou o pessoal que mora no vale, em geral, fogem do trabalho. Vão para as suas praias lotadas com trânsito caótico, falta d´agua, e calor insuportável. Morrem nas estradas, fazendo coisas absurdas, ultrapassagens loucas, enfim, tudo para poder chegar na praia. Talvez devido ao fato de ter morado tanto tempo na beira da praia me fez desacostumar desses hábitos. E nem sei se quero me desacostumar. Rio Negro também era assim. O que até há alguns anos era restrito à uma certa elite, hoje em dia se estendeu à uma população mais simples, que leva sua barraca, e fica acampada em campings lotados, numa total e completa falta de privacidade. Mas, enfim, o sol brilha para todos.

Thursday, December 06, 2007

Reencontros

Reconheço que quando acesso esse blog me sinto como se estivesse pisando em cascas de ovos. Não preciso explicar o por que dessa sensação, afinal isso tudo se trata algo que se passa entre mim e eu mesmo, ou seja, não preciso explicar minhas sensações para mim mesmo. Esquisito falar isso. Soa estranho.
Bem, estamos chegando ao final de mais um ano. Mais um ano a se acumular sobre nossos ombros, e eles estão ficando cada vez mais pesados com tamanho fardo. É um fardo ? Na verdade, não, estou exagerando. A vida não pode ser considerada um fardo. Não entrarei em maiores detalhes, nem entrarei naquela movediça areia que se coloca sob nossos pés quando tratamos de assuntos de caráter espiritual. E neste "rótulo" espiritual incluo as religiões. Sempre fui meio cético à esses assuntos, sempre procurei me esquivar dessas discussões, que nunca levam a nada, apenas à algumas rusgas entre amigos, ou, em casos mais "sérios", brigas que se ampliam até se tornar uma bola de neve. Bem, eis minha contribuição para minha questão.
Fazendo uma espécie de retrospectiva desse ano de 2007, o ano em que completei 42 anos, posso dizer que foi um ano bom, apesar de alguns dissabores causados por um antigo emprego. Meio ano perdido... mas para compensar, foi o ano em que reencontrei grandes amigos, Há muito tempo distantes. Revê-los foi muito bom, pois descobri que eles ainda tinham um lugar reservado em minha vida, assim como eu tinha o mesmo lugar reservado na vida deles. Suas reações ao reencontro foram muito legais, alguns mais afoitos como o Roldão, que ligou assim que teve acesso ao número de meu telefone, a Patrícia faz o possível e o impossível para estar online uma vez por semana para se conectar ao MSN para conversar comigo, e confesso que ter notícias novamente do Paulo Nunes ´também me emocionou. Emocionou pelas lembranças que me trouxeram, afinal crescemos juntos, praticamente dos 8 aos 15 anos de idade estávamos sempre juntos, e posteriormente após meu retorno à Rio Negro, ainda éramos quase inseparáveis, até que a vida, ou o destino se lá, levou cada um pra um lado diferente. Ele foi para Curitiba, e eu me mudei em definitivo para Floripa. A vida tem dessas coisas.
E o mais importante é que, com essas reações de alegria pelo reencontro, pude ver o quanto representei em suas vidas. Isso é com certeza gratificante.
Enfim, viva o Orkut, que tornou possível esses momentos.. .

Saturday, November 03, 2007

Dias e dias




Escrever neste blog é um ato de sacrifício. Sacrifício pois não sei o que vou escrever quando me sento em frente ao computador. Sacrifício pois não sei o quanto de mim irei expor àqueles que ficam bisbilhotando, sem terem o que fazer da vida. Mas ao mesmo tempo, serve como uma sessão de descarrego, como diriam na umbanda, creio. Descarrego da alma, de suas aflições, temores e medos. Sim, somos todos angustiados por natureza. A angústia é inerente ao ser humano. Vai de sua capacidade controlá-la e não se deixar dominar por ela.
O concerto para violino de Beethoven, por exemplo, que estou ouvindo neste momento, na interpretação segura e sensível de Viktoria Mullova. Essa música revela as angústias de um ser humano excepcional, extremamente dedicado à uma causa, e que combate por ela com todas as suas forças. A angústia humana está ali presente, em cada nota, em cada suspiro do solista. Mas trata-se de uma catarse, na verdade. uma expulsão de todas as más sensações que corroem a alma e o espírito. Ele não se deixa abater, e investe contra ela através do poder mágico das notas que transcreve para o papel.

Friday, October 05, 2007

Sexta feira


Após passar alguns dias em Floripa com minha mãe retorno à rotina blumenauense. Sexta feira nublada, início da Oktoberfest 2007 (começou ontem). Preciso ir ao banco resolver alguns problemas, mas estou mais resolvido a ir apenas na segunda feira. Não sei como farei para pagar as contas, BRT e SKY, mas terei de dar um jeito.
O telefonema do Augusto na quarta feira me encheu de expectativas. Na verdade, não me agrada muito voltar a trabalhar na área de telecom, mas não posso me dar ao luxo de ficar escolhendo muito.
Trocando de saco para mala, o último lote de mp3 que peguei é realmente magnífico. Diversas gravações da Harmonia Mundi, principalmente Bach, Mozart e Handel. Excepcionais interpretações. Mal estou dando conta de ouvi-las... No momento estou ouvindo essa cuja capa está visível acima... material de primeiríssima qualidade. Excelentes intérpretes, e qualidade de gravação muito boa... já à algum tempo eu andava atrás de uma gravação destes concertos de Bach, eu os tinha em coleções, como a série do Rilling, mas esse tal de Richard Eggar supriu todas as minhas expectativas.
Além desse cd, vários outros. Estou degustando-os aos poucos. Haja tempo disponível...

Sunday, September 30, 2007

Voltei



Bem, não sei por que, mas voltei. Já fazem alguns bons meses (quase 8 meses) que não escrevo nada por aqui. Não vou botar a culpa na falta de tempo, pois tempo tenho sobrando nos últimos meses.
Talvez esteja voltando porque Suzana, minha amiga portuguesa, me perguntou ainda ontem se eu não tinha blog, e eu disse que até tinha, mas que não conseguia fazê-lo render... como se fosse uma constante falta de inspiração. E ela me respondeu que no começo realmente era assim, depois de um tempo a gente consegue deslanchar. Talvez até seja o que está acontecendo nesse momento. Não sei.
Domingo ensolarado, começo de primavera. Hoje começa meu curso na Proway. Estou apostando todas as minhas fichas nele. Mudança de paradigma, eu diria... a vida inteira trabalhando com uma coisa que sempre me deu prazer, mas que não tem futuro nos dias de hoje, ainda mais com a concorrência desleal da Internet. Minha idéia é de, depois de concluir esse curso, tentar entrar nessa área de corpo e alma. Muitos conhecidos, inclusive alguns que já atuam na área da informática, acharam a idéia interessante. O mercado ainda carece de profissionais na área do Linux. Preciso torcer para que dê certo.
Estou ouvindo uma magnífica versão dos Concertos Italianos, de Bach, nas mãos competentes, e com um grande futuro pela frente, do jovem Alexandre Tharaud, em mais uma excelente gravação da Harmonia Mundi. Cortesia do Flush, do avaxhome, meu atual paraíso de mp3. Estes concertos mostram um Bach "plagiador", pois essas obras nada mais são do que trasnscrições de obras de Vivaldi e dos irmãos Marcello, contemporâneos de Bach. Podemos ver nestas transcrições a versatilidade de Bach. Pegando obras de outros compositores ele as recria, dando-lhes outras possibilidades. Coisa de gênio. Preciso ir atrás destes originais para verificar como se pode identificar uma das outras, ou seja, o original da transcrição. Curiosamente, esta gravação do jovem Tharaud é realizada num piano Steinway, talvez seguindo os passos de Glenn Gould, cuja especialidade era Bach no piano moderno. A capa do CD ilustra o início desta postagem. Digo curioso porque a especialidade da Harmonia Mundi é de instrumentistas especializados em instrumentos de época.
Bem, como dizem os ingleses, Seize the Day... aproveitem o dia...

Thursday, February 01, 2007

blá, blá, blá...

Já faz calor nesse começo de quinta feira, 01/02/2007. Eis que é janeiro caput. Que venha fevereiro, e que traga boas novas, pois estamos todos no aguardo delas.
Genesis fraquinho, fraquinho, "Invisible Touch", creio que depois disso Mr Collins fez um mea culpa e chegou a conclusão de que chegara no fundo do poço, que se fosse para continuar produzindo merdas do gênero melhor era encerrar a carreira. Não dá para acreditar que esta mesma banda gravou pérolas como "Lamb Lies Down on Broadway" ou o já comentado acima, "Wind and Wuthering". E o melhor também é que ainda não resolveu aderir ao revival que acometeu algumas bandas nos últimos anos... melhor que fiquem deitados em suas poltronas, curtindo a aposentadoria e os milhões que ganharam produzindo lixos como esse. Mr. Collins parece ser alguém sensato, assim como Tony Banks e Mike Rutherford. A alguns anos atrás essa dupla até tentou relançar o Genesis, reza a lenda de que a marca pertence a Tony Banks, mas foi um fracasso retumbante. O vocalista contratado era muito fraco, e não tinha o mínimo de talento comparado a Peter Gabriel ou, ok, ao Phil Collins (talento para fazer dinheiro, bem entendido. Qualidade musical, há de se discutir).
A alguns anos atrás foi lançado um livro que causou um certo furor no mercado, "Psicopata Americano". O personagem era um serial killer que se considerava perfeito, um Narciso em plena Manhatan dos anos 90. O livro chamou a atenção pela riqueza de detalhes com que são descritos esses assassinatos. Comecei a ler, e logo larguei. Não me interessa esse tipo de sub-literatura. Mas o que me chamou a atenção foi a defesa que o personagem faz desta fase do Genesis pós Peter Gabriel. para ele, a banda realmente começou quando aquele saiu. O rockesinho básico que eles produziam era superior às excentricidades e megalomanias da dupla Hackett/Gabriel. Não vou entrar no mérito dessa discussão, por crer que ela é inutil, mas imediatamente associei essa fase a esse livro. Um merece o outro. Ah, justiça seja feita: Hollywood produziu um filme baseado no livro, com o até então desconhecido Cristian Bailey (o novo Batman), que até salva a história com uma caracterização bem feita, e um talento que ainda tinha de ser moldado. E felizmente ele não fala nenhuma besteira do gênero durante filme. Aliás, creio que nem o diretor acreditou... ou até mesmo o autor, cujo nome não me recordo.
Genesis e psicopatas à parte, eis que fevereiro chega de mansinho, quente como janeiro, mas com mais alguns dias de férias a tirar. Planos até tenho muitos, inclusive um pulo em Rio Negro, mas a distância e a estrada não me agradam. Floripa também descarto pela quantidade de turistas que tem por lá nessa época. Se o Paulinho descer, até podemos ir a Balneário Camboriú. Não posso esquecer também de que Maria Luisa e Boris ficaram de voltar à ilha nessa época. Talvez os convidemos para vir a Blumenau, talvez com a Neide, para um passeio. Pomerode, claro, estará no roteiro. Trata-se de uma questão de combinar datas. Time will tell.