Começo de semana
Segunda feira chuvosa e abafada. Não sei o porque, mas acho que esta semana será mais corrida que o normal.
Para mudar um pouco o ritmo, ou melhor dar um ritmo mais apressado para esta segunda feira, resolvi ouvir um clássico, mas um clássico do bom e velho "rock progressivo". Trata-se do "Wind and Whuthering" do Genesis, mas que discaço... aliás, o primeiro disco da banda depois da saída do Peter Gabriel, e ainda com o grande Steve Hackett. O Phil Collins está começando a assumir os vocais, e a liderança da banda, mas ainda não estabeleceu seu estilo. Talvez porque a influência de Gabriel ainda esteja muito próxima, e também pelo fato de que Hackett é muito mais músico que ele. É um álbum melodioso do começo ao fim, belas melodias, por sinal, e em nenhum momento se repete. Cada faixa tem identidade própria, e cada músico tem plena consciência de sua importância. A versatilidade da banda está presente o tempo todo, mesmo trabalhando em cima de melodias extremamente elaboradas, eles alteram os ritmos, e encaixam novas melodias ainda mais belas, com o Hackett provando o grande mestre da guitarra que todos sabemos que é. Acho que se eles não tivessem outras pérolas do nível do "Foxtrot" ou "Lamb Lies down on Broadway", poderia afirmar que este é seu melhor disco. Mas a concorrência é grande.
Ouvi muito este LP quando morava em Rio Negro. E por algum motivo, ele me remete para aquela época de minha vida, quando as tardes eram mais longas, e não tinha ainda maiores compromissos ou definições na minha vida. Era o tempo em que ficava sonhando acordado, olhando pela janela o rio passar (metáfora, claro, apesar de poder vislumbrar o rio de minha janela, a quantidade de árvores que tinha em nosso quintal impedia uma total apreciação). Foi quando descobri minha paixão pela música, e pela literatura. Apesar das dificuldades financeiras, meu pai e minha mãe faziam sempre o possível e o impossível para mantermos um bom padrão de vida.
Creio que os anos mais críticos e definidores de minha personalidade foram estes... entre minha volta de Floripa em 82, frustrado, deprimido, e apaixonado por alguém que mal conseguia definir o que pretendia da vida, e totalmente confuso com o redemoinho de emoções que cercaram minha volta a Rio Negro, e o retorno para Floripa, em 86. Como definir estes anos senão como os famosos "anos de aprendizagem", de definições, de exploração de novas emoções e descobertas? Fiz grandes amigos nesta época, com os quais ainda mantenho contato, como o Paulinho e o Helinton. Alías, foram os únicos que permaneceram fiéis a uma causa, a de que ficar em Rio Negro seria atraso de vida, nada de bom ou de ruim iria acontecer. Apenas seguiriamos o ritmo da cidade, sentados na praça vendo a vida passar diante de nossos olhos...
Mas vamos a luta...
Para mudar um pouco o ritmo, ou melhor dar um ritmo mais apressado para esta segunda feira, resolvi ouvir um clássico, mas um clássico do bom e velho "rock progressivo". Trata-se do "Wind and Whuthering" do Genesis, mas que discaço... aliás, o primeiro disco da banda depois da saída do Peter Gabriel, e ainda com o grande Steve Hackett. O Phil Collins está começando a assumir os vocais, e a liderança da banda, mas ainda não estabeleceu seu estilo. Talvez porque a influência de Gabriel ainda esteja muito próxima, e também pelo fato de que Hackett é muito mais músico que ele. É um álbum melodioso do começo ao fim, belas melodias, por sinal, e em nenhum momento se repete. Cada faixa tem identidade própria, e cada músico tem plena consciência de sua importância. A versatilidade da banda está presente o tempo todo, mesmo trabalhando em cima de melodias extremamente elaboradas, eles alteram os ritmos, e encaixam novas melodias ainda mais belas, com o Hackett provando o grande mestre da guitarra que todos sabemos que é. Acho que se eles não tivessem outras pérolas do nível do "Foxtrot" ou "Lamb Lies down on Broadway", poderia afirmar que este é seu melhor disco. Mas a concorrência é grande.
Ouvi muito este LP quando morava em Rio Negro. E por algum motivo, ele me remete para aquela época de minha vida, quando as tardes eram mais longas, e não tinha ainda maiores compromissos ou definições na minha vida. Era o tempo em que ficava sonhando acordado, olhando pela janela o rio passar (metáfora, claro, apesar de poder vislumbrar o rio de minha janela, a quantidade de árvores que tinha em nosso quintal impedia uma total apreciação). Foi quando descobri minha paixão pela música, e pela literatura. Apesar das dificuldades financeiras, meu pai e minha mãe faziam sempre o possível e o impossível para mantermos um bom padrão de vida.
Creio que os anos mais críticos e definidores de minha personalidade foram estes... entre minha volta de Floripa em 82, frustrado, deprimido, e apaixonado por alguém que mal conseguia definir o que pretendia da vida, e totalmente confuso com o redemoinho de emoções que cercaram minha volta a Rio Negro, e o retorno para Floripa, em 86. Como definir estes anos senão como os famosos "anos de aprendizagem", de definições, de exploração de novas emoções e descobertas? Fiz grandes amigos nesta época, com os quais ainda mantenho contato, como o Paulinho e o Helinton. Alías, foram os únicos que permaneceram fiéis a uma causa, a de que ficar em Rio Negro seria atraso de vida, nada de bom ou de ruim iria acontecer. Apenas seguiriamos o ritmo da cidade, sentados na praça vendo a vida passar diante de nossos olhos...
Mas vamos a luta...

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